As intermináveis polêmicas e discussões sobre OOP

Às “vésperas” do lançamento de uma nova versão de nossa preferida linguagem de programação, temos muitos artigos por aqui abordando seu tema mais polêmico: a orientação a objetos. Nesse artigo, discutiremos o porque de toda essa polêmica e se existem fundamentos quanto à ela.

Absolutamente, comparado à outras linguagens de “real” orientação à objeto, a “antiga” versão do PHP era realmente inferior.

Mas será que agora ainda restam defeitos no suporte à objetos em PHP para que tenhamos o que reclamar?

Li num artigo anterior (Orientação a Objetos no PHP 5 por Eduardo R. Maciel - foi o que me inspirou a escrever esse artigo), que a orientação à objetos no PHP 5 ainda não era verdadeira, porque você não era obrigado à programar dessa maneira, ficando à critério do programador escolher o modo de programação. O artigo também fazia uma grosseira comparação do PHP com o Java.

Pra começar: não devemos discutir, comparando duas ou mais linguagens de programção. Discutir se uma é molhor do que a outra é uma conversa sem fundamentos e que não tem fim. O Java é realmente famoso e além de tudo, é uma referência em orientação à objetos. Mas metaforicamente falando, é uma linguagem que estrangula sua escolhas. Não estou dizendo que seja uma linguagem ruim, muito pelo contrário, mas por que isso de obrigar o programador à orientação à objetos? Seria realmente uma vantagem?

O PHP, está em uma fase em que começa a se tornar uma linguagem multicultural. O que seria isso? Seria uma linguagem que não força ninguém a pensar de uma forma específica, mas tenta dar as ferramentas para que se pense livremente. Você pode fazer programação orientada à objetos em PHP (que além de ser uma simples e prática técnica, é a mais usada pelos programadores), mas não é obrigado à isso. Como numa linguagem natural, você pode usá - lo para escrever coisas lindas ou feias.

Pois eu não vejo isso como um problema e sim como uma solução. Afinal de contas, qual linguagem seria de mais fácil aprendizagem: uma linguagem “multicultural”, aonde você aprende primeiro à usar a linguagem para depois passar à orientação a objetos (que foi mais ou menos o caminho de todos nós por aqui); ou já começar a aprender a linguagem, cheia de conceitos já avançados e técnicas de orientação? Acho que a resposta é quase unânime.

O PHP, felizmente, foi preparada filosóficamente para evoluir, apesar de ser uma linguagem humilde. “Como assim?”; Eu explico: qualquer um que pense que fez algo perfeito, não estará apto à melhorar. Uma pessoa humilde, reconhece que não sabe tudo, e que “bom o suficiente” é muitas vezes inimigo do “melhor”. Uma linguagem de computador humilde, tenta ser útil, sem dizer ao programador como pensar. E é isso que o PHP faz. Alguém tem dúvidas de que em matéria de ferramentas, o PHP é um “grande astro”? Elas abrem os horizonte dos programadores e torna a linguagem um mar a ser explorado, com uma infinidade de conceitos à serem aprendidios.

Agora, com uma iminente chegada da nova versão do PHP, é comum que apareçam novos conceitos e discussões sobre a linguagem. Pois bem… é (teóricamente) a única coisa que precisamos para realmente evoluir em questão de análises e conclusões sobre o que nos cerca. Não apenas na computação mas na nossa carreira…

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