Web Services: Atuando na integração de sistemas
A integração entre sistemas desenvolvidos em plataformas heterogêneas de hardware e software é uma necessidade latente no mundo de desenvolvimento de soluções e-business. As grandes empresas possuem inúmeros sistemas construídos em diferentes combinações de plataforma/linguagem. Do ponto de vista financeiro, não é viável que esses sistemas sejam substituídos sempre que novas tecnologias surgem no mercado, e sim, que estas novas aplicações possam interagir eficientemente com as existentes. Esse é um grande desafio que a tecnologia em voga – Web Services – tem a vencer.
Web Services é uma nova onda tecnológica que traz consigo novos conceitos e diversas promessas. Diferentemente das ondas passadas, o contexto tecnológico nunca foi tão propício a mudanças, principalmente devido ao amadurecimento do desenvolvimento de software componentizado e ao avanço da padronização de soluções web.
As primeiras iniciativas de utilização são no sentido de integrar sistemas desenvolvidos em plataformas de hardware e software distintas. Esses sistemas podem ser internos a uma empresa ou na fronteira de relacionamento entre empresas parceiras.
Totalmente baseado em padrões abertos de grande aceitação no mercado, independente de linguagem, de plataforma e de fornecedor, para o desenvolvimento, existem duas grandes vertentes relacionadas a infra-estrutura: J2EE e .Net. Fica a cargo da empresa escolher a que melhor se adequa a sua infra-estrutura. A vertente .Net é encampada pela Microsoft enquanto que a J2EE, pelos demais players do mercado como BEA Systems, IBM, Oracle, Sun e HP.
Um conjunto de novas tecnologias, que mais parece uma sopa de letras, serve de base para a revolução que se anuncia, destacando-se: XML, SOAP, WSDL e UDDI (veja quadro).
Principais tecnologias para construção de Web Services:
XML (Extensible Markup Language)
É uma linguagem baseada em tag’s que tem como principal função a descrição de informações para troca de dados em ambiente Web. Amplamente aceita pela indústria de software e suportada pelas principais ferramentas do mercado, XML serve de base para os demais protocolos utilizados pela arquitetura de WebServices.
SOAP (Simple Object Access Protocol)
Protocolo leve para troca de informações em ambiente distribuído. É baseado em definições XML e utilizado para acessar WebServices. Esse protocolo encapsula as chamadas e retornos aos WebServices, sendo utilizado, principalmente, sobre HTTP.
WSDL (Web Services Description Language)
Linguagem de descrição de serviços baseada em definições XML e utilizada para descrever WebServices. Responsável por prover as informações necessárias para se invocar um WebService como sua localização, operações disponíveis e suas assinaturas.
UDDI (Universal Description, Discovery and Integration)
É um conjunto de registros com função de “páginas amarelas” de serviços disponíveis. Utilizada como repositório para publicação de WebServices.
Com base na descrição das principais tecnologias envolvidas no desenvolvimento de Web Services, podemos defini-lo como:
“Web Service é um serviço de software disponibilizado na rede, descrito via WSDL, registrado via UDDI e acessado via SOAP”.
Existem diversas razões que servem de facilitadores para a adoção de Web Services pelas empresas. Algumas delas:
. É uma tecnologia baseada em padrões abertos;
. A infra-estrutura para adoção está pronta (HTTP, TCP/IP);
. Não requer grandes investimentos iniciais;
. Oportunidade de criação de novos ativos digitais;
. Trata-se de uma tecnologia mais adequada para projetos de EAI quando comparada as abordagens anteriores;
. Necessidade de um ambiente homogêneo unindo as funcionalidades de aplicações já existentes.
Um bom começo para a utilização experimental de Web Services é o Axis da Apache. Ele é uma implementação da especificação SOAP e trás várias melhorias em relação ao seu antecessor (Apache SOAP). A documentação possui diversos exemplos e em minutos é possível disponibilizar um serviço existente como um Web Service e construir um cliente que o invoque. Leitura bastante recomendável. Em projetos de missão crítica, é recomendável a utilização de plataformas mais robustas já disponíveis no mercado, tanto para plataforma J2EE como para MS .NET.
É importante frisar que Web Services ainda é uma tecnologia em desenvolvimento e que diversos mecanismos necessários ainda não estão maduros o suficiente. Entre eles, a segurança (autenticação e autorização principalmente), o controle transacional e a definição de um workflow de execução destacam-se como pontos que ainda não estão padronizados. Mesmo diante disso, as empresas que ignorarem seu potencial e decidirem ficar de fora nesses estágios iniciais, verão, fatalmente, seus concorrentes muito mais ágeis e competitivos em um curto espaço de tempo.
Existe muito material na web sobre o assunto. Abaixo vão algumas referências para obter mais informações:
. Apache;
. DeveloperWorks – Web Services Zone;
. Microsoft Web Services Developer Center;
. Sun;
. WebServices.org;
. UDDI.
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